O termo “sustentabilidade” possui um
conceito bastante amplo, englobando a interação do homem com o mundo, de forma
que sejam integradas entre si as questões sociais, energéticas, econômicas e ambientais.
Para isso, é necessário o respeito pelo homem e pelo social, uma economia
preocupada com o bem da sociedade e com a preservação do meio ambiente. Assim,
a sustentabilidade abrange a utilização dos recursos para a satisfação das necessidades, sem prejudicar a satisfação das
necessidades do outro, seja em sua geração ou em gerações futuras. Em relação a
esse tema, um assunto que tem sido bastante discutido e que abrange diversos
pontos de vista, é o aquecimento global e sua causa. Há quem acredite que o
dióxido de carbono (CO2) é um vilão incondicional e há quem discorde
terminantemente.
Analisando
um posicionamento crente na existência do aquecimento global provocado pelo
aumento da produção do CO2,
observamos o documentário de Al Gore “Uma verdade inconveniente”, onde mostra
os grandes impactos causados pelo homem na natureza. Assim, a produção humana
teria afetado o clima do planeta e, em breve, o cenário mundial chegaria ao
caos. É perceptível que o homem altera o meio que vive. Tudo o que ele faz traz
uma consequência, seja ela boa ou ruim. O fato da interferência nos mangues,
nas orlas marítimas nos rios, além da construção de inúmeros prédios, tem
ocasionado grandes mudanças nas cidades. Essas modificações vão desde o
aquecimento do clima local até grandes catástrofes.
A partir desse ponto de vista, a falta de
preocupação social acarretaria diversos problemas na vida do homem e do
planeta. Somos diretamente afetados por aquilo que não cuidamos. O CO2 tornou-se
um vilão, a partir do momento em que sua emissão passou a ser extremamente
exagerada, através do uso de combustíveis fósseis, queimadas, entre outras
situações. Essa emissão em demasia provocaria mudanças climáticas. Segundo
Woodvel (1989),
O carbono que atualmente é lançado
para a atmosfera resulta da queima de combustíveis fósseis principalmente pelo
setor industrial e de transporte. Além disso, reservatórios naturais de carbono
e os sumidouros (ecossistemas com a capacidade de absorver CO2)
também estão sendo afetados por ações antrópicas. Devido o solo possuir um
estoque 2 a 3 vezes maior que a atmosfera, mudanças no uso do solo podem ser
importante fonte de carbono para a atmosfera.
Assim o aumento da produção do gás
carbônico aumenta a capacidade da atmosfera em reter calor e, mas não
consequentemente, da temperatura do planeta.
Observando
pelo âmbito negativo (onde não se acredita na interferência do CO2
produzido pelo homem no aquecimento global), o documentário “A grande farsa do
aquecimento global” critica o consenso entre cientistas a respeito da causa do desse
problema ser advinda do CO2 produzido pelo homem. Concorda, no
entanto com a existência de um aquecimento no clima da terra nos últimos anos.
O aumento do dióxido de carbono, dessa forma, nada teria a ver com a alteração
climática, visto que a radiação cósmica e a atividade solar explicam melhor
essas mudanças. Ainda enfatiza que a variação do CO2 está defasada
das variações térmicas há 800 anos, o que seria mais uma argumento contra sua
“culpa” no aquecimento. Vários estudos mostram que o CO2 é o gás que
menos influencia no aquecimento global, embora haja cientistas que remetam a
esse gás um enorme impacto climático. Ainda que vários cientistas sejam
favoráveis, existem cientistas contrários. Ainda a respeito desse ponto de
vista, ouve-se falar em certa carta enviada à presidenta Dilma, onde 18
cientistas brasileiros, renomados, teriam questionado a existência do
aquecimento global provocado pelo homem. Ou seja, o homem não teria, segundo
eles, nenhuma influência sobre o clima e o aquecimento global seria apenas uma
forma de alarmismo. Eles justificaram a afirmação destacando que o gás carbônico
não é o responsável pelo aquecimento global. Assim, as ações humanas teriam repercussão apenas nas cidades e seus entornos e em determinadas situações, não afetando o planeta inteiro. Em relação ao nível do mar:
Quanto ao nível do mar, ele subiu
cerca de 120 metros, entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que equivale a uma taxa
média de 1 metro por século, suficiente para impactar visualmente as gerações
sucessivas das populações que habitavam as margens continentais. No período
entre 14.650 e 14.300 anos atrás, a elevação foi ainda mais rápida, atingindo
cerca de 14 metros em apenas 350 anos - equivalente a 4 m por século.Por
conseguinte, as variações observadas no período da industrialização se
enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e,
portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a
qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.
Eles comentaram ainda que, partindo da conclusão de que as emissões antropogênicas de carbono não provocam impactos verificáveis no clima global, a "descarbonização" da economia, ou economia de baixo carbono, torna-se desnecessária e contraproducente - sendo, na verdade, uma pseudo-solução para um problema inexistente.”
Compreende-se
a partir da análise da carta que existe atualmente uma falsa solução para uma
problemática que não existe. Partindo-se deste ponto de vista, por que não
acreditar que a crença no aquecimento global não é uma forma de alcançar novos
focos econômicos? Talvez as empresas estejam fazendo uso de estratégias para
ganho de novos mercados ou ampliação de faturamento, através da “desculpa” do
aquecimento global. Assim, cria-se um
problema e uma “solução”, utilizando-se da informação para o convencimento da
população.
Partindo
da análise dos dois pontos de vista, é fácil chegar à conclusão de que o homem
influencia diretamente na modificação do ambiente em que habita. No entanto,
não sei decerto até que ponto essa influência pode ser trágica ou global,
partindo-se apenas de indivíduos consumidores de produtos emissores do dióxido
de carbono. É necessário pesquisar e compreender melhor as informações trazidas
pela mídia ou afins, para obter-se um ponto de vista com menos riscos de erro. No
entanto, ater-se a essa problemática pode ser inútil, visto que o grande dilema
da sociedade não se limita apenas à produção ou não do CO2,
mas sim à
falta de linearidade entre ações econômicas, ambientais e sociais.
Diversas vezes, as causas
econômicas superam as necessidades sociais e do ambiente, provocando prejuízos
terríveis ao planeta e aos seres humanos. E isso não é provocado simplesmente
pela queima de combustível de um automóvel, mas um conjunto de ações antiéticas
que resultam na degradação do meio e da sociedade, o que envolve desde um
trabalho escravo até a exploração desenfreada dos recursos naturais. Por isso,
é necessário repensar a questão, não culpando somente a pequena parte da
sociedade que usufrui de bens que podem ou não prejudicar o ambiente. Deve-se
analisar também quem são os responsáveis pelo maior impacto, afim de
regularizar suas atitudes. Somente assim seriam amenizados os estragos socioambientais
causados até hoje.